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Autor Tópico: A Idolatria (2)  (Lida 922 vezes)
Pr. Sérgio Felizardo
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« em: Junho 29, 2014, 01:09:26 »

ESTUDO BÍBLICO: A IDOLATRIA (2)



"…Portanto, meus amados irmãos, fugi da idolatria" - I Coríntios 10:14

PROIBIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria. Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o Seu reino:

I Coríntios 6:9-10:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus".

- Bíblia (Difusora Bíblica): "Não sabeis que os injustos não possuirão o reino de Deus? Não vos enganeis: Nem os imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem maldizentes, nem os que se dão à embriaguez, nem salteadores possuirão o reino de Deus".

I Coríntios 10:14:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "Portanto, meus amados, fugi da idolatria".
- Bíblia (Difusora Bíblica): "Portanto, caríssimos meus, fugi da idolatria".

I Coríntios 10:19:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa?".
- Bíblia (Difusora Bíblica): "Que vos direi, pois? Que a carne sacrificada aos ídolos é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa?".

Apocalipse 21:8:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte".

- Bíblia (Difusora Bíblica): "Quanto aos tíbios, aos infiéis, aos depravados, aos assassinos, aos impúdicos, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, o seu quinhão está no lago de fogo e de enxofre ardente: é a segunda morte".


ADORAÇÃO A ANJOS

Será bíblico a adoração aos anjos? Que diz a Bíblia em Apocalipse 22:8-9?
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus" (Apocalipse 22:8-9).

- Bíblia (Difusora Bíblica): "Sou eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ver e ouvir prostrei-me aos pés do anjo, que mas mostrava, para o adorar. Mas ele disse-me: Não faças isso! Sou um servo, como tu, como os teus irmãos, os profetas, e como aqueles que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus".


ADORAÇÃO A IMAGENS

São muitas as passagens bíblicas que nos falam sobre imagens. A Bíblia diz que os ídolos não podem salvar ninguém, pois são apenas um pedaço de madeira, gesso, pedra, etc., e quem invoca seu favor se torna semelhante a eles e estão enganados. Em

Habacuque 2:18-20, lemos:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "Que aproveitará a imagem de escultura, que esculpiu o seu artífice? A imagem de fundição, que ensina a mentira, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos? Ai daquele que diz ao pau: Acorda! E à pedra muda; Desperta! Pode isto ensinar? Eis que está coberto de ouro e prata, mas no meio dele não há espírito algum. Mas o Senhor está no seu santo templo: cale-se diante dele toda a terra".

- Bíblia (Difusora Bíblica): "Ai daquele que diz à madeira: Desperta! E à pedra silenciosa: Levanta-te! Ei-la coberta de ouro e de prata mas sem qualquer sopro de vida. Para que serve uma escultura para que o escultor a faça? Ou uma imagem de metal, ou um oráculo enganador, para que o artífice confie nelas, fabricando ídolos mudos? Mas o Senhor reside no seu santo templo, diante dele, cale-se toda a terra!".

Leiamos agora Isaías 46:5-9:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Gastam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças: assalariam o ourives, e ele faz um deus, e diante dele se prostram e se inclinam. Sobre os seus ombros o tomam, o levam, e o põem no seu lugar; ali está, do seu lugar não se move; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação".

- Bíblia (Difusora Bíblica): "A quem podereis comparar-Me ou igualar-me? Quem poreis em paralelo comigo, que me seja igual? Aqueles tiram o ouro da sua bolsa, pesam a prata na balança, ajustam com um ourives para que faça um deus, diante do qual se prostram em adoração; levam-no às costas, transportam-no; onde o colocam, ali fica; não se move do seu sítio. Por muito que gritem, não responde, não os salva da tribulação".

E no Salmo 135:4-8:
- Bíblia (Sociedade Bíblica): "Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles todos os que os fazem, e todos os que neles confiam".

- Bíblia (Difusora Bíblica – Salmo 135:15-18): "Os ídolos dos gentios não passam de ouro e prata, obras das mãos do homem; têm boca e não falam, têm os olhos e não vêem, têm ouvidos e não ouvem, nem há qualquer respiração na sua boca. Como eles serão os que os fazem, e todos os que neles confiam".


UM POUCO DE HISTÓRIA

O fabrico de imagens para representar Deus (que é Espírito), os anjos (que não têm corpo), Jesus (cujo corpo ressuscitado transcende a imaginação dos homens), é de origem pagã.

Abramos a História dos Concílios. Aqui temos uma verdadeira guerra papal:
- Em 305, o Canon 36 do Concílio de Elvira, ou lliberis, ordena que nas igrejas não haja pinturas, para que se não adore o que está pintado nas paredes.

- Em 378, a doutrina da invocação dos defuntos, introduzida em 370, por Basílio de Cesaréia, foi condenada como herética no Concílio de Laodicéia. O Canon 35 é do seguinte teor: "Não convém que os cristãos abandonem a igreja de Deus e invoquem os santos, etc.. Estas coisas são proibidas. Se, pois, vier a descobrir-se que alguém se ocupa com esta idolatria, seja maldito, pois que abandona a Jesus Cristo, o Filho de Deus, para ser idólatra".

- Em 500, começaram a usar-se as imagens nas igrejas, apenas como recordações históricas, obedecendo a esse intuito o seu uso durante cerca de um século, não sem que vários bispos o atacassem com violência, mandando alguns destruir as que havia nas suas dioceses.

- Em 535, Agapito I ordenou as procissões antes da festa da Ressurreição.
- Em 600, os chamados "santos" começam a ocupar o lugar dos deuses pagãos. A invocação dos santos, até ali privada, começa a ser pública, mas não ainda como doutrina reconhecida. Neste ano, Gregório I mandou que os quadros apresentando a Virgem Maria fossem levados em procissão e se pusessem estátuas nas igrejas para fins religiosos.

- Em 609, foi introduzida a invocação dos santos e dos anjos, por Bonifácio IV.
- Em 610, Bonifácio IV consumou o facto da idolatria pagã, abrindo o panteão de Roma, e substituindo nele as divindades do paganismo pelos chamados santos, nascendo aqui a festa de Todos os Santos.

- Em 617, a invocação dos santos foi geralmente estabelecida pela primeira vez nas liturgias públicas sob o pontificado de Bonifácio V.

- Em 701, Sérgio I instituiu a procissão das velas de cera, para afugentar os espíritos maus.
- Em 730, o Concílio de Constantinopla, no tempo do imperador Leão, foi decretado contra o abuso, e o uso de imagens ou pinturas nas igrejas, tendo sido ordenado que as mesmas fossem feitas em pedaços e lançadas às chamas, pois eram introduzidas nas igrejas pelo mundo árabe (o maometanismo).

- Em 754, outro Concílio no mesmo lugar, ao qual assistiram 388 bispos, ordena que fossem tiradas das igrejas todas as imagens ou pinturas.

- Em 769, em Roma, um Concílio vota um decreto para que as imagens sejam veneradas. O Concílio de Constantinopla, em 754, foi anatemizado por ter proibido esse culto. Houve uma decidida oposição de muitos bispos, que se recusaram a submeter-se. Estes foram castigados e excomungados.

- Em 787, na sétima sessão do Segundo Concílio de Nicéia, convocado pela infame imperatriz Irene, as imagens foram, pela primeira vez, permitidas. Nesse Concílio foi decidido "que se tributasse às imagens o culto de saudação e honra, e não aquele verdadeiro culto que é dado pela fé e que "somente a Deus pertence"; e se declarou que "a honra assim dada às imagens é transmitida aos originais que elas representam".

- Em 794, porém, o Concílio de Francfort, em seu Canon 2°., condenou o dito decreto do Segundo Concílio de Nicéia e todo o culto de imagens.

- Em 815, um Concílio em Constantinopla, decretou que adorno ou pintura alguma fosse consentida nas igrejas.
- Em 825, o Concílio de Paris condenou o decreto do Segundo Concílio de Nicéia, declarando gravíssimo erro o dizer--se que, por meio das imagens, se poderia obter certos graus de santidade.

- Em 830, foi introduzida a canonização dos santos, por Adriano II.
- Em 837, por Gregório IV, foi introduzìda a Festa de Todos os Santos.
- Em 842, porém, no Concílio de Constantinopla, sob o imperador Miguel, e Teodora, sua mãe, o decreto do Segundo Concílio de Nicéia foi confirmado, os iconoclastas excomungados, e as imagens restituídas às igrejas.

- Em 870, na décima sessão do Concílio de Constantinopla, o terceiro Canon ordenou novamente o culto da cruz e das imagens dos santos.

- Em 879, igualmente em Constantinopla, outro Concílio, na 5ª sessão, aprova e confirma os decretos do Segundo Concílio de Nicéia.

- Em 884, Adriano III, bispo de Roma, foi o primeiro que aconselhou a canonização dos santos.
- Em 1084, noutro Concílio de Constantinopla, foi confirmado o decreto feito no Concílio de 842, em favor do uso das imagens.
- Em 1160, Alexandre III foi quem decretou a canonização dos santos, ordenando que ninguém fosse tido como tal sem o papa o haver declarado.

Depois deste tempo o culto das imagens parece ter criado tão profundas raízes no povo pelo que:
- Em 1445, o Concílio de Ronen, no Canon sétimo, condena a prática de dirigir orações às imagens sob diversas invocações, tais como Senhora dos Remédios, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Consolação. etc., etc., tentando pôr fim à corrupção dos tempos de então.

- Em 1470, Alano de la Roche, da ordem dos jacobinos, inspirado por certas visões, inventou o rosário, mais tarde aprovado oficialmente por Sixto V. A palavra rosário significa lembrança. Há, também, quem afirme que foi Pedro Eremita quem inventou o rosário (1090), ou que foi Domingos (1230).

- Em 1492, o grande sábio Erasmo, diz: Até ao tempo de S. Jerónimo (400), aqueles que professavam a verdadeira religião não consentiam nas igrejas imagens, nem pintadas, nem esculpidas, nem mesmo ainda a pintura de Cristo. Tem toda a aparência de superstição o prostrarmo-nos diante duma imagem, falar-Ihe, beijá-la, e olhar para ela intencionalmente; mas não somente isto como orar diante dela.

 Henrique Comélio Agripa, teólogo de profundos e variados conhecimentos, falecido em 1535, diz: Os costumes corrompidos e a falsa religião dos gentios corromperam a nossa religião, introduzindo na igreja imagens e pinturas, com muitas cerimónias, duma pompa externa, o que nada disso se viu entre os primeiros cristãos verdadeiros.

- Em 1549, o Concílio de Moguncia decretou que se ensinasse ao povo que as imagens não estavam nas igrejas para serem adoradas, e que deveriam ser retiradas das igrejas todas as imagens a quem a povo recorresse, persuadido de que a imagem possuía em si mesma alguma virtude, ou de que Deus ou os santos fariam o que o povo lhes pedia, por intermédio daquela imagem, e não de outro modo.

- Em 1561, a fim de ser combatida tal idolatria, os bispos franceses, reunidos em Poissy, ordenam aos sacerdotes para abolirem tais práticas supersticiosas.

- Em 1562, no Concílio de Trento, em sua 25ª. Sessão, reservada aos padres tridentinos, no papado de um homem que ficou célebre, Pio IV, foi por este promulgado um decreto em que "se impõe aos bispos" e a todos os que exerçam o cargo de ensinar, a obrigação de incutir nos fiéis que "as imagens de Cristo, da Virgem a outros santos devem ser tidas e conservadas, principalmente nas igrejas... e que se lhes deve dar honra e veneração", considerando "anátema" (maldito) quem não o fizesse. Este decreto papal trouxe na altura muita agitação e muita controvérsia no seio da Igreja Católica Romana. Embora o Canon não defina qual é a natureza dessa "honra", ele permite que as mesmas se beijem e se prostre diante delas.

- Em 1564, o papa Pio IV, decretou que o devoto deve "manter imagens… e que a elas se deve prestar honra e veneração".
Argumenta a Igreja Católica Romana que não se adoram as imagens, mas que se veneram... Isto é apenas um jogo de palavras. Então, o que é tê-las nos altares, serem carregadas aos ombros em procissões, iluminadas com velas e lamparinas, etc.? Se o fiel se ajoelha diante do altar ou da imagem, se lhe faz orações, se Ihe pede coisas como se elas, as imagens ou pessoas representadas, pudessem ouvir e atender, que é isso senão culto, adoração?
Afirma a Igreja Católica Romana que os santos são pessoas que viveram, fizeram o bem, agradaram a Deus a têm poder para interceder junto de Deus pelos que ficam na terra. Por isso estão nos altares. Será bíblica esta afirmação?


CATECISMO CATÓLICO

O Catolicismo exige que todos os católicos "venerem" estátuas ou imagens de Cristo, Maria e outros:
"As santas imagens, presentes em nossas Igrejas e em nossas casas, destinam-se a despertar e a alimentar a nossa fé no mistério de Cristo. Através do ícone de Cristo e das suas obras salvíficas, é a ele que adoramos. Através das santas imagens da santa mãe de Deus, dos anjos e dos santos, veneramos as pessoas nelas representadas" (1994, Pág. 335, # 1192)
O Catolicismo reconhece que esta doutrina não veio de Deus:

"Na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos santos padres, e da tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda a certeza que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra maneira apropriada, devem ser colocadas nas santas Igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos…" (1994, Pág. 327, # 1161)


BUSQUEMOS A VERDADE

O argumento de que tais imagens são simples recordações, como um retrato que nós temos em casa, de um parente que já morreu e que nós olhamos às vezes com saudade... cai, porque ninguém se ajoelha diante de um retrato e lhe faz orações. Qual o nosso comportamento diante desses retratos? Nós os olhamos, e às vezes vem-nos à mente um pensamento de saudade e é tudo. Ninguém se prostra diante de um retrato, ninguém pede a esse retrato qualquer coisa. O exemplo dado não cabe, absolutamente.
A versão "veneração" e não "adoração" é insustentável, porque o Mandamento proíbe, em primeiro lugar, "fazer imagens".
Busquemos a verdade: Existem santos? Para a Igreja Católica Romana a santidade resulta da beatificação, ou ainda da canonização... de alguém.

Durante vários séculos, os bispos é que decretavam quem era santo. Depois passou para os arcebispos, até que no fim do século XI, só o Papa podia beatificar ou canonizar. Foi em 1634 que a Igreja Católica Romana promulgou oficialmente os regulamentos sobre a canonização.


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