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Autor Tópico: O Mormonismo (parte 1)  (Lida 4758 vezes)
Pr. Sérgio Felizardo
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« em: Janeiro 06, 2010, 22:08:44 »

O MORMONISMO
Joseph Smith Júnior

ESTUDO BÍBLICO

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebeste, seja anátema
Gálatas 1:6-9

OS MÓRMONS

Nosso País está sendo invadido por Jovens que estão exercendo o proselitismo junto das diversas igrejas. Apresentam-se, sempre, bem vestidos, de fato azul ou de camisa branca, manga curta, gravata escura. Usam um crachá onde está escrito “ELDER” (homens) ou “SISTER” (mulheres) e o seu nome. Andam em grupos de dois.

Quem são estes jovens?
Eles se identificam como líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mostram-se gentis e distribuem um cartão tipo postal, onde no anverso está a fotografia do templo de Salt Lake City Utah, U.S.A., e no verso as “Regras de Fé” da referida Igreja.

Usam a Bíblia para “começar”, e quando o ouvinte está em condições de “entender” então passam para O Livro de Mórmon, que consideram como tendo a mesma autoridade da Bíblia e, na prática, merece muito mais honra.

Oferecem-se para diálogos sobre a Bíblia, tomam apontamento dos endereços que lhes são dados por pessoas ingénuas, e assim começam astuciosamente o seu trabalho. Por vezes, entram nas Igrejas Evangélicas quase no final dos cultos, aguardam pelo final dos mesmos e metem conversa com os crentes, seduzindo os mais fracos nas doutrinas evangélicas através de um diálogo amistoso com o fim de ganharem confiança e obterem autorização para visitarem os seus lares.

Muitos crentes baptistas e evangélicos em geral desconhecem a natureza das suas doutrinas, e, quando não firmes na fé, caem como presa fácil no laço de novel doutrina, que ganha adeptos principalmente através daquilo que lhes oferece em termos de benefícios materiais.
Examinaremos primeiro a origem desta seita, e a seguir, suas doutrinas.

SUA HISTÓRIA

O que é o Mormonismo? É Cristianismo?
Para começar vamos a um pouco de história sobre os Mórmons e suas origens.
Em 23 de Dezembro de 1805, nasceu na cidade de Sharon, Estado de Vermont, EUA, um rapaz que recebeu o nome de Joseph Smith Júnior. Este viria a ser o fundador do mormonismo.

Smith foi criado no meio da superstição e alguma miséria. Era um jovem sem instrução alguma, mas inteligente, idealista, corajoso e inconformado. Em 1820, aos 15 anos de idade, já residente em Palmyra, New York, participou num grande movimento evangelístico. Joseph Smith lembra-se de uma passagem bíblica de Tiago (1:5), onde o apóstolo afirmava que quem tivesse alguma dúvida religiosa, deveria orar ao Senhor, com toda a devoção para receber a resposta iluminadora.

E, num bosque, Smith diz que orou a Deus para que este lhe dissesse em qual igreja devia ingressar. De repente foi iluminado por uma visão, e, em resposta à oração, segundo Smith, apareceram “dois anjos resplandecentes”, que eram Deus e Cristo. Diz Smith que Deus apontou para Cristo e lhe disse: “Joseph, este é o meu Filho, ouve-o”.

Smith diz que recebeu instruções de Deus para não se filiasse a nenhuma das igrejas e fundasse uma nova igreja, visto que todas as demais se haviam desviado da sua vontade. Aos 18 anos (21 de Setembro de 1823), Smith teve uma visão em que o “Anjo Moroni” lhe recomendava a tradução de alguns escritos, hieróglifos. Esses escritos estariam em placas de ouro num esconderijo que posteriormente lhe seria mostrado.

Algum tempo depois, Smith disse que o “Anjo Moroni” lhe informava que tais placas de ouro se encontravam no Monte Cumorah, perto de Palmyra, Nova Iorque. As placas, segundo o “Anjo” continham o puro evangelho, ou seja, a “história dos primitivos habitantes da América”. As tábuas foram traduzidas por Smith, com grande dificuldade, depois devolvidas ao “Anjo”, que as guardou. Nunca mais teve notícias delas. Esta tradução foi publicada mais tarde como The Book of Mórmon (1830; o Livro de Mórmon).

Nessa visão, Moroni teria indicado a Joseph Smith o lugar onde as placas teriam sido escondidas, e lhe emprestou umas pedras especiais em arcos de prata, um certo tipo de lentes, chamadas “Urim e Tumim”, e um enigmático peitoral, com as quais ele poderia ver o escrito já traduzido para o inglês.

Em 7 de Abril de 1829, ele iniciou a tradução das placas. Em um ano de trabalho, não só todos os documentos já estavam traduzidos, mas compostos, impressos em forma de um livro, que veio a ser o Livro de Mórmon.

Aos 25 anos, em 6 de Janeiro de 1830, Joseph Smit encontrou quem o aceitasse como profeta e a quem convenceu com sua história fantástica, e fundou a Igreja de Jesus Cristo aos Santos dos Últimos Dias, com seis membros, em Fayette, Estado de New York. Aquele livro, forma hoje, com outros escritos, a base da doutrina e organização da seita (1833; em Livro de Mandamento).

Ao pregar a poligamia (1843) (consta que Smith tinha 48 esposas e 44 filhos), abriu um cisma na seita e depois de vários casos com a polícia, Smith e o irmão Hyrum foram tirados da prisão por uma multidão enfurecida, que os matou com vários tiros, em 27 de Junho de 1844, em Carthage Illinois, E.U.A.. Tinha então 39 anos.

Brigham Young (chegou, segundo se afirma, a ter 25 esposas e 56 filhos), tomou a liderança e conduziu os adeptos até o oeste dos Estados Unidos, para um lugar que hoje é o Estado de Utah (que naquela época, 1847, pertencia ao México). Lá eles, como pioneiros, estabeleceram um verdadeiro “império mórmon”, construindo um magnífico templo do Lago de Sal.

OS VÁRIOS GRUPOS

Além da história, também é preciso conhecer os diversos grupos, seis, que seguem a doutrina do Mormonismo e seus respectivos nomes:

- 1. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Foi organizada em 1830, em Fayette, Estado de Nova Iorque, depois que Joseph Smith Júnior conseguiu convencer algumas pessoas sobre a fantástica história das visões.

Em 1831 uma revelação ordenou aos santos que fossem habitar em Missouri, a “Terra de Sião”, Kirtland, Estado de Ohio. De Missouri, após algumas desavenças de ordem pública e financeira, foram expulsos por ordem do governador Boggs em 1839.

Encontrando acolhimento em Illinois, erigiram a cidade de Nauvoo. Aí, o profeta anunciou, entre outras coisas, que se candidatava a*a presidência dos EUA. Após a morte de Smith, Brighan Young, chegou de Inglaterra, onde estivera grangeando prosélitos, e, pela força de sua personalidade, tornou-se o líder reconhecido da maioria dos Mórmons. Aceitam a poligamia como Joseph Smith aceitou, dizendo que tal doutrina faz parte das Escrituras sagradas de Smith.

- 2. Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. É agora conhecida como a Comunidade de Cristo. Este grupo não aceitou a liderança de Young e tomou este nome.

Escolheram para sua liderança um filho de Joseph Smith. A Comunidade de Cristo foi organizada como uma denominação distinta e dissidente da Igreja de Jesus Cristo, em 1860 em Amboy, Illinois. A igreja tem origem em movimentos autodenominados de “Movimento de Restauração” e “Movimento Santo dos Últimos Dias”.

Nas últimas décadas, a igreja tem mudado suas práticas, visando maior tolerância, enfatizando seu papel como uma igreja de paz e justiça. Algumas mudanças incluíram a ordenação do sacerdócio para as mulheres, comunhão aberta e a alteração de seu nome, em Abril de 2001, de A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para a Comunidade de Cristo.

A sede da Comunidade de Cristo é em Independence, Missouri.  Os josephitas rejeitam a poligamia e aceitaram a tradução inspirada da Bíblia, feita por Smith.

- 3. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Strangistas. Grupo que seguiu a direcção de J, Strang, que se recusou a seguir a liderança do segundo do segundo presidente, Brigham Young.

- 4. Igreja de Cristo do Lote do Templo. Uma terceira facção surgiu depois, é a "Igreja de Cristo do Lote do Templo" em Bloomington. Segundo revelações de alguns líderes desta, Sião está em Bloomington (onde Jesus voltará) e não em Israel. Está situada no local previsto por Smith para a reconstrução do templo de Sião. Não adopta a poligamia.

- 5. Igreja de Jesus Cristo Bickertonista. É o menor de todos os grupos. Não aceita a poligamia e foi fundada por W. Bickerton, em 1862.

- 6. Igreja de Jesus Cristo Cutlerista. Também é um grupo muito pequeno. Não aceita a poligamia e foi fundada por A. Cutler, em 1853.

FONTES DE AUTORIDADE NO MORMONISMO

Acerca das divisões, os principais livros dos mórmons são similares à Bíblia, isto é, são divididos em capítulos (ou secções) e versículos. Os seus principais livros são os que se seguem e apresentam as seguintes divisões:

- 1. O Livro Mórmon. O Mormonismo considera o Livro Mórmon, publicado em 1830, mais perfeito do que a Bíblia. É constituído por 15 livros que, por sua vez, são divididos em capítulos e versículos.

O artigo 8 das Regras de Fé declara: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correcta sua tradução; cremos também ser o Livro Mórmon a Palavra de Deus”. Exige restrições para se crer na Bíblia, entretanto, para o Livro Mórmon não há restrições.

- 2. Doutrina e Convénios. É o livro fundamental dos Mórmons. Contém 138 secções que, por sua vez, são divididas em versículos. São as “revelações” de Joseph Smith (1830-1843), que tratam sobre Doutrina de Deus na Igreja, do sacerdócio, da ressurreição, do homem após a morte e dos diferentes níveis de salvação. Baptismo pelos Mortos (secção 132, 19-20), Poligamia (secção 132,61.62).

- 3. Pérola de Grande Valor. Este Livro, tão conceituado entre os Mórmons, já foi amplamente desmascarado como fraude, apesar de Joseph Smith o ter traduzido milagrosamente para o inglês a partir de escritas hieroglificas egípcias.

É dividido em quatro partes:
Livro de Moisés, Livro de Abraão, Escritos de Joseph Smith e, Regras de Fé (13 Artigos de Fé). Estes também são subdivididos em capítulos e versículos.

4. Discurso do Ancião King Follet. Discurso proferido por Smith no funeral do ancião King Follet. Fala sobre a divinação do homem e a humanização de Deus. Desse discurso surgiu o seguinte aforismo de Lourenzo Snow: “O que o homem é agora, Deus já o foi. O que Deus é agora, nós seremos depois”.

DEUS

Embora em algumas transcrições defendam a eternidade de Deus (Ele sempre existiu e para sempre existirá), a imutabilidade de Deus (Ele não evoluiu, não evolui, e nem evoluirá), a Trindade de Deus (Deus é triúno: o Pai, o Filho e o Espírito Santo), e a unicidade de Deus (há um só Deus), com o que nós, evangélicos, concordamos plenamente, todavia o Mormonismo nega estas verdades, como a seguir transcrevemos:

- 1. Negam a Sua essência espiritual
“O Pai possui um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem…” (Doutrinas e Convénios, Secção 130:22).

Para completar, o mormonismo ensina que “Deus tem um pai, um avô, e assim sucessivamente” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, página 365).

Refutação:
A Bíblia diz: “Deus não é homem…” Números 23:19). “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). “Vede as minhas mãos  e  os  meus pés,  que sou eu mesmo: apalpai--me e vede; pois um espírito não tem carne nem ossos…” (Lucas 24:39).

- 2. Negam Sua Imutabilidade
“Deus o nosso Pai Celestial foi, talvez, em algum tempo, uma criança e mortal como nós somos, e se elevou passo a passo na escala do progresso, na escola do desenvolvimento”.

Refutação:
“Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade em eternidade, tu és Deus” (Salmo 90:2).

- 3. Negam Sua unicidade e singularidade
“E assim os Deuses desceram para formar o homem em Sua própria imagem, na imagem dos Deuses eles o formaram, macho e fêmea eles o formaram” (Livro de Abraão 4:27).

Refutação:
“Vós sois as minhas testemunhas diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43:10).

“Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Efésios 4:6).

4. Negam Sua transcendência
Segundo Joseph Smith, “o homem que conseguir alcançar o status da Divindade, será Deus na verdadeira concepção   do   termo;   e,   por   conseguinte,   será  Todo--Poderoso” (Doutrinas e Convénios, 132:20).

Refutação:
Aspirar ser igual a Deus não é nada louvável. Foi assim que o Diabo caiu (Isaías 13:12-15). Eva também foi tentada a ser igual a Deus (Génesis 3:4-5), e o resultado nós já o sabemos. Deus é Espírito (João 4:24) e o espírito não tem carne nem ossos (Lucas 24:39).

5. Negam Sua eternidade
Segundo os Mórmons, “Deus não é eterno em absoluto, ou seja, Ele não existe desde sempre, pois também tem Pai”. Disse Joseph Smith: “De modo que, se Jesus teve um Pai, o que nos impede de crer que o Pai também teve um Pai?” (Ensinos do Profeta Joseph Smith, página 365, edição de 1975). Neste mesmo livro, às páginas 336-337, Joseph Smith afirma que ele podia provar pela Bíblia que Deus não é Deus desde sempre.

Refutação:
“O Senhor reinará eternamente; o teu Deus, ó Sião, é de geração em geração. Louvai ao Senhor” (Salmo 146:10).

“Antes que os montes nascessem; ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmo 90:2).

6. Negam Sua triunidade
Os Mórmons asseguram que o Pai, o Filho e o Espírito Santo “são três indivíduos separados, fisicamente distintos uns dos outros… unidos, apenas, em propósito. São três personagens distintos e três deuses” (Livro de Mórmon, página 86).

Refutação:
O Pai, acerca do qual nos fala a Bíblia é distinto do Filho e do Espírito Santo, mas inseparável destes, pois com os mesmos constitui uma só Divindade. A Bíblia declara que há um só Deus, eterno em três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Génesis 1:1, 26; II Pedro 1:17; I João 5:20 e Actos 5:3-4).

7. Não O reconhecem como Criador
Uma das doutrinas mórmons é que Deus não criou nada, mas tão-somente organizou as coisas: “…ao formar a terra, não a criou de algo que não existia, mas organizou-a com os materiais que já havia por toda a eternidade… os elementos não tiveram princípio…” (Livro Doutrina e Convénios, Manual do Aluno, página 326, reimpressão de Maio de 1998).

Refutação:
Perguntamos: Quem criou aquilo que Deus organizou? (Romanos 4:17; Colossenses 1:16-17; Hebreus 11:3; Salmo 148:1-5; Efésios 3:9; Apocalipse 10:6).

( continua... )
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