Estudos Biblicos
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Autor Tópico: I Coríntios 16  (Lida 8372 vezes)
Pr. Sérgio Felizardo
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« em: Julho 17, 2009, 15:08:22 »

INTRODUÇÃO

Corinto era o centro comercial da Grécia. Era um lugar em que se praticavam muitas religiões, a maioria das quais bastante sensuais. Mais de um milhar de prostitutas sagradas serviam no Templo de Afrodite. Este facto deve ter contribuído bastante para a reputação imoral da cidade.

À Igreja localizada nesta cidade, Paulo escreveu a Carta que vamos estudar, mais ou menos no ano 54 D.C., na cidade de Éfeso. Uma outra carta ele já havia escrito, mas perdera-se (5:9). A razão que o levou a escrever esta Carta foi dar resposta a um número de questões postas pelos coríntios numa carta que lhe tinham escrito anteriormente (7:1). É uma carta muito prática. O autor contesta perguntas feitas pelos irmãos, resolve problemas da Igreja, e dá uma sã doutrina para sua consideração.

O prático desta epístola é a sua importância para os dias de hoje, sendo de grande valor para as nossas Igrejas, como passaremos a apresentar.

O propósito deste Estudo é recordarmos que desde o Antigo Testamento a unidade entre os crentes se apresenta como o desejo de Deus para o seu povo.  Canta o salmista: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmo 133:1).

Júlio Sérgio Felizardo

PRINCÍPIOS DA OFERTA
16:2

Uma das características da Carta aos Coríntios é que ela toca  quase  em  todas  as  áreas  da  vida  duma  Igreja.  Nesta, Paulo ordena, admoesta, aconselha, instrui, repreende, ensina, chora pelos irmãos que pecaram.

Em cada um dos capítulos Paulo escreve tratados que são jóias para a formação doutrinal do corpo de Cristo, tal como o são seus profundos ensinos acerca do corpo local, da disciplina na Igreja, da vida futura, e da Ceia do Senhor, entre outros.

Outro ponto importante é a instrução que ele dá no que diz respeito às Ofertas, neste capítulo.

Paulo trata da oferta para os santos de Jerusalém (1-4). O versículo dois se presta para uma mensagem acerca das ofertas hoje em dia.

A pausa da generosidade é o amor. “Quem muito ama muito dá” diz o ditado. O crente dará (dízimos, ofertas, etc.) por obrigação, por dever, à espera de recompensa e pagamento, ou dará por amor?

Embora Deus seja generoso para com os que contribuem com liberalidade para a Sua obra (Malaquias 3:10), o crente não deve esperar recompensa quando oferece a Deus os seus bens. Toda a oferta deve ser feita com amor e de coração alegre, pois:

1. Dar é uma virtude
As almas generosas acham prazer em dar e contribuir para o sustento da Igreja, para o bem do próximo, para o avanço do Reino de Deus na terra. Abençoa aos demais e abençoa os nossos corações.

2. Dar é um dever
Dar, contribuir, ofertar é um dever sagrado. A Palavra de Deus o ensina. A lei da sementeira e da colheita é real na vida. Somos devedores uns aos outros enquanto permanecermos neste mundo.

Damos o que possuímos: nossos bens, talentos, tempo, influência, etc.. O dinheiro que damos na Igreja ajudará outros a ouvirem a mensagem da salvação.

3. Dar é um privilégio
É bom quando podemos abrir a alma e as mãos para suprir as necessidades espirituais e materiais de alguém. Estamos nós cientes de tanta necessidade material que amargura os nossos irmãos na fé, vizinhos, próximo? Estaremos felizes e realizados apenas com o proclamar a mensagem da salvação, não nos importando com estômagos vazios?

Neste verso 2, e em II Coríntios 9:7, Paulo mostra como os crentes  de todas as Igrejas da Macedónia e de Acaia ajudaram e participaram no esforço de ajuda:

1. Quando deve dar a sua Oferta: No “Dia do Senhor”
“No primeiro dia da semana”, isto é, no domingo, no dia do Senhor (Marcos 16:9), quando os crentes costumam estar reunidos para o louvor de Deus, como uma parte importante do culto que a Deus estão prestando, ou o dia que se celebra a Ceia do Senhor (Actos 20:7). É uma oferta ”regular”.

2. Quem deve ofertar: É uma oferta “pessoal”

a) “Cada um de vós”
Cada membro da Igreja local tem a responsabilidade de ofertar, de igual maneira como o tem de cantar, de orar, ou de tomar a Ceia do Senhor. Cada crente contribui conforme resolve o seu coração. Não contribui com tristeza, nem por necessidade, contribui antes com alegria, porque Deus ama ao que dá com alegria. Isto indica a responsabilidade individual no contribuir.

3. Como se deve ofertar: É uma oferta “proporcional”

b) “Ponha de parte o que puder ajuntar”.
A oferta deve ser preparada em casa. A oferta preparada à pressa nem sempre corresponde à realidade do coração. É em casa que devemos tomar a decisão, colocando de lado uma quantia para o Senhor.

c) “Conforme a sua prosperidade”
Cada crente tem de decidir quanto vai ofertar, baseando-se nas bênçãos recebidas do Senhor (Tiago 1:7; II Coríntios 8:3, 11-12; 9:6-7). A oferta é proporcional ao que ganhamos. Este é o mesmo princípio do dízimo (uma porção definida do que ao Senhor é dado, ou seja, 10%). Não se usa aqui a palavra dízimo, porém o princípio é o mesmo.

Paulo via a necessidade que cada crente estivesse participando economicamente na Obra do Senhor. Este é um princípio responsável. Uma pequena parte da congregação não deve levar a maioria a suportar a carga económica.

Existem vários pensamentos que levavam Paulo a levar esta Igreja de Corinto a participar das necessidades dos irmãos de Jerusalém, sendo em meu humilde entender os seguintes:
a) Identificação com o corpo de Cristo. Na medida em que ajudamos às necessidades materiais de nossos irmãos, mais deles nos aproximamos, e na medida que mais nos interessamos neles também somos movidos a orar por eles.

b) Eliminação de barreiras entre crentes. A distância que nos separa dos nossos irmãos não é barreira a impedir-nos de os ajudar, pois todos fazemos parte do corpo de Cristo.

c) Sermos abençoados por Deus. O privilégio que nós temos em participar na Obra é uma bênção para todos.

d) Sermos canais de bênçãos para nossos irmãos. Que grata recordação nos deixa a vida de uma pessoa que foi usada por Deus para nos ajudar!

A seguir, no verso 13, Paulo faz uma exortação aos crentes, apresentando-lhes uma lista de quatro conselhos para que mantenham a sua fidelidade a Cristo:

1. Vigiai
O cristão que não vigia, facilmente cai nas tentações e laços de Satanás (Mateus 24:43; 26:41; Actos 20:31; Apocalipse 3:2-3).

2. Estai firmes na fé
Há que estar firmes na fé (15:1). Como soldado fiel, o cristão não deve ser controlado pelo inimigo, mas orientar-se pela doutrina de Cristo. Por alguns nãos estarem “firmes na fé” é que muita apostasia tem surgido no seio das Igrejas (I Timóteo 4:1;  6:10; II Timóteo 4:3-4, 10; II Pedro 2:15).

3. Portai-vos varonilmente
Compete ao cristão conduzir sua vida como adulto na fé, em lugar de mostrar imaturidade, carnalidade (3:1).

4. Fortalecei-vos, ou sede fortes
A conduta diária do cristão deve ser motivada pelo amor, conforme Paulo menciona no capítulo 13. O amar a Deus, a Sua Palavra, e ao próximo, é o princípio que deve governar o servo a quem Deus aprova. Actuar impulsionado por outro motivo é ser carnal.

O FINAL

O apóstolo Paulo termina esta carta, tão cheia de admoestações e até de repreensões, com a expressão do amor:

“O meu amor seja com todos vós, em Cristo Jesus”

Será assim connosco? Quando precisamos repreender alguém, deixamos com ele a impressão do nosso amor fraternal?

- Mangualde, Janeiro de 2001

Júlio Sérgio Felizardo
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